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Cinco tendências sobre Diversidade & Inclusão que podemos esperar para 2019!

22/01/2019

2018 foi um ano bastante agitado para diversidade e inclusão, com muitas empresas criando estratégias de diversidade e outras lutando para criar uma cultura mais inclusiva. Sem contar todas as polêmicas recentes que vieram a tona com campanha eleitoral e novo governo.
Quais tendências de diversidade e inclusão podem ser esperadas para 2019?

De acordo com uma recente matéria publicada pela Forbes, existem cinco fortes tendências que podemos esperar, são elas:
1. Mais desculpas corporativas: Em 2018, a Starbucks, a H&M, Victoria’s Secret, Calvin Klein, entre tantas outras, experimentaram reações e críticas baseadas em propagandas, ações ou declarações de funcionários e executivos da empresa. Em 2019, provavelmente veremos erros semelhantes, já que muitas empresas ainda estão construindo suas jornadas em Diversidade & Inclusão, portanto tem muito o que aprender e algumas organizações só estão fazendo marketing, o que pode ser visto como oportunistas por seus consumidores. Em 2019, as empresas devem se concentrar em treinamento sobre diversidade e inclusão, com foco em mudanças de comportamento, viéses inconsciente e preparação dos funcionários para lidarem com a imprensa. As organizações também devem analisar seus materiais de marketing e promocionais, com verificação dupla e tripla, para garantir que os materiais sejam representativos de diversas populações.

2. #Movimentos: Alguns movimentos, tais como #MeToo nos EUA e #MecheuComUmaMecheuComTodas aqui no Brasil, contribuíram para aumentar a conscientização sobre o assédio no local de trabalho. Mas alguma confusão sobre o que é comportamento adequado e inadequado no local de trabalho ficou após os movimentos. Uma pesquisa revelou que 51% dos entrevistados acreditam que o foco no assédio sexual tornou mais difícil para os homens entender como interagir com as mulheres no trabalho, com muitos homens hesitando em fazer contatos, reuniões ou jantares de trabalho. Em 2019, provavelmente haverá mais assédio sexual e treinamento de prevenção sendo implementado nos locais de trabalho, portanto, é imprescindível entender o que são algumas dessas conseqüências não intencionais.

3. Liderança Diversa. 2018 foi um grande ano em termos de representação diversificada. Empresas como Facebook, IBM, Uber, Pepsico e tantas outras empresas aqui no Brasil aumentaram a liderança diversificada dentro de suas organizações. Todas essas Cias consideram o valor da liderança diversificada para o desempenho e o sucesso organizacional. Representação realmente importa, especialmente quando se trata de executivos. Uma representação de liderança mais diversificada é uma boa indicação de que as empresas estão começando a entender o valor da diversidade e da inclusão no local de trabalho.

4. Produtos Inclusivos. Em 2019, as empresas se concentrarão em marketing e publicidade inclusivos, bem como na criação de produtos mais inclusivos. Em 2018, a Microsoft anunciou o Xbox Adaptive Controller, que é um controle específico projetado para pessoas com deficiências, que esperamos que chegue logo aqui no Brasil. Também em 2018, filmes como Pantera Negra (Black Panther) e Podres de Rico (Crazy Rich Asians) tiveram um sucesso notável, que muitos atribuíram à celebração da diversidade. A Fenty Beauty, empresa de cosméticos criada pela cantora Rihanna, conquistou o mundo da beleza, ganhando US $ 100 milhões em vendas nos primeiros 40 dias de negócios. Os clientes adoraram seus 40 diferentes tipos de base, projetados para clientes em todo o espectro, incluindo indivíduos que possuem albinismo. Desde o lançamento da Fenty Beauty, outras marcas como Cover Girl, Maybelline e Dior imitaram a estratégia da Fenty Beauty, expandindo a gama de suas cores de base para serem mais inclusivas. Este fenômeno foi apelidado como o Fenty Effect. As empresas estão começando a entender como a diversidade e a inclusão são vantajosas e, em 2019, podemos esperar um marketing, publicidade e design de produto mais inclusivos.
Já vemos movimentos parecidos acontecendo na indústria brasileira, empresas como Natura já lançou uma linha de produtos que aposta na diversidade de tons de pele bem como o Boticário que também tem uma linha de maquiagens para peles morenas e negras.

5. Celebridades falando sobre o tema. Em 2019, podemos esperar mais celebridades falando contra a exclusão, o racismo e a injustiça. No início de 2018, após a reação entorno do infame anúncio da H&M, o músico The Weekend anunciou que estava cortando os laços com a empresa por causa da propaganda ofensiva, que muitos consideraram racista.
Aqui no Brasil, tivemos envolvimento de várias celebridades falando sobre D&I e até mesmo compartilhando suas experiências, Lulu Santos foi um grande exemplo, abriu seu coração sobre namoro com homem 39 anos mais novo e disse: A gente não tem absolutamente nada a esconder”, disse em vídeo no Instagram.
Taís Araújo e Álvaro Ramos também falam constantemente sobre preconceito, Taís falou abertamente em um programa de TV sobre racismo e afirmou ser vítima de preconceitos quase todos os dias.
Nomes do mundo corporativo também estão fazendo sua parte, Rachel Maia, atual CEO da Lacoste é uma grande ativista e está sempre na mídia falando sobre a importância da representatividade.
Em 2019, podemos esperar mais celebridades falando contra a discriminação e a exclusão, exigindo mais responsabilidade quando se trata de diversidade e inclusão.